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Programa Duas Safras planeja expansão e foca em cereais de inverno para 2026
12/02/26
Uma reunião realizada no início desta semana, na sede da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), marcou o lançamento das diretrizes para a edição 2026 do Programa Duas Safras. O encontro reuniu lideranças de entidades parceiras e da Embrapa para consolidar o cronograma de ações de uma iniciativa que, desde 2022, já promoveu 25 eventos técnicos. A meta central permanece sendo o aproveitamento máximo das áreas agrícolas gaúchas, combatendo a ociosidade da terra durante os meses mais frios do ano.
O principal argumento para a continuidade do programa reside no potencial produtivo do estado. Atualmente, o Rio Grande do Sul cultiva cerca de 8 milhões de hectares durante a safra de verão, mas apenas 2 milhões de hectares são aproveitados com cereais de inverno. Segundo Rogério Kerber, presidente do Fundesa e diretor executivo do SipsRS, o objetivo é sensibilizar o produtor para que essa área em pousio seja transformada em uma fonte de renda e matéria-prima, estabelecendo uma nova matriz produtiva para o agronegócio gaúcho.
A urgência em aumentar a produção de cereais como trigo, cevada e triticale ganha força com o avanço das usinas de etanol de cereais no estado. Com a perspectiva de novos empreendimentos no setor de biocombustíveis e o déficit histórico de milho na região, a produção de inverno torna-se estratégica.
Além disso, o programa reforça a importância da introdução do milho em terras baixas, trabalho que vem sendo liderado pelo Irga para diversificar as áreas tradicionalmente ocupadas pela orizicultura.
Para o ciclo atual, o cronograma prevê a realização de seis grandes encontros técnicos entre os meses de maio e setembro. Esses eventos buscarão levar tecnologia e informação ao campo, demonstrando a viabilidade econômica das culturas de inverno. A expectativa das entidades organizadoras é que o fortalecimento do Programa Duas Safras garanta a segurança no abastecimento para as cadeias de proteína animal e impulsione a economia estadual através de um sistema agrícola mais resiliente e produtivo durante todo o ano.
Texto: Thais D'Avila
Foto: Emerson Foguinho/Sistema Farsul
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