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Peru registra caso de Influenza Aviária em granja avícola comercial

17/07/26

*Com informações do Infobae Peru 

A declaração de emergência nacional de saúde devido à gripe aviária coloca um dos setores com maior peso no suprimento de alimentos do Peru sob vigilância. A decisão responde à detecção de um novo surto do vírus H5N1 em aves e ativa medidas extraordinárias para reduzir o risco de disseminação.

A declaração de emergência abrange todo o território peruano por um período de 90 dias e contempla ações de controle sanitário, restrições à movimentação de aves e obrigações direcionadas a produtores e proprietários de estabelecimentos avícolas, para conter o surto detectado.

O Serviço Nacional de Saúde Agrária (Senasa), uma agência vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação (Midagri), baseia a medida no impacto que uma expansão do vírus poderia gerar na produção nacional de frango e ovos, alimentos que fazem parte da dieta diária de milhões de pessoas.

A resolução também estabelece uma série de obrigações de cumprimento imediato para pessoas físicas e jurídicas ligadas à atividade avícola, além de poderes para fortalecer o controle em áreas sob vigilância sanitária.

A origem da emergência foi encontrada na confirmação de um caso de gripe aviária altamente patogênica tipo A, subtipo H5N1, identificada em aves de uma fazenda localizada no distrito de San Vicente de Cañete, região de Lima. De acordo com a resolução de Senasa, o diagnóstico positivo foi registrado em 6 de julho após os testes realizados pelo Centro de Diagnóstico de Saúde Animal.

Com a confirmação, a autoridade sanitária ordenou a quarentena da propriedade afetada, o sacrifício sanitário de todas as aves presentes no local e a delimitação de uma área perifocal para restringir atividades que pudessem favorecer a propagação do vírus. Também ordenou o reforço da vigilância epidemiológica na área intermediária.

A Diretoria de Saúde Animal recomendou a declaração de emergência de saúde em todo o país devido ao risco representado pela presença do vírus na avicultura. O documento especifica que o período inicial será de 90 dias civis, embora possa ser modificado de acordo com os resultados das avaliações epidemiológicas realizadas pela Senasa.

A resolução prevê a intensificação das ações de vigilância e controle com prioridade na área onde o surto ocorreu. O objetivo é eliminar a presença do vírus e reduzir a possibilidade de ele atingir outras regiões do território nacional.

Indústria avícola sob vigilância

Senasa sustenta que a produção avícola é de importância econômica e social porque frango fresco e ovos representam 70% da proteína animal consumida pela população peruana. Essa condição motivou a adoção de medidas extraordinárias contra o novo surto. A resolução afirma: "Esta indústria está em risco iminente devido ao vírus da gripe aviária, altamente patogênico, uma doença altamente contagiosa e mortal. Da mesma forma, a natureza biológica e o comportamento epidemiológico do vírus tornam impossível contê-lo por métodos usuais de manejo, o que justifica uma intervenção emergencial."

Restrições ao movimento de aves e produtos

Entre as principais medidas está a proibição do movimento de aves domésticas vivas e produtos avícolas sem a correspondente autorização ou certificação de saúde. A realização de eventos de rinhas de galos, feiras, exposições e outras concentrações de aves dentro do foco e da zona perifocal também é restrita. Os regulamentos também proíbem o lançamento de aves vivas ou mortas em espaços públicos, canais ou rios, além de manusear espécimes doentes ou suspeitos de influenza aviária sem equipamentos de proteção individual. Essas disposições fazem parte das ações obrigatórias estabelecidas durante a validade da emergência de saúde.


Proprietários e ocupantes de propriedades com aves devem cumprir as quarentenas estabelecidas pela autoridade de saúde, prevenir entradas e saídas não autorizadas, instalar sistemas de desinfecção nas entradas e reforçar as medidas de biosegurança. Eles também terão a obrigação de eliminar as aves afetadas de acordo com protocolos oficiais e desinfetar instalações, equipamentos e ferramentas.

A resolução também incorpora a obrigação de relatar qualquer sinal de doença ou diminuição na produção avícola à Senasa, bem como comprovar a ausência de circulação viral antes do fim da quarentena.
Inspeção e conformidade com as medidas sanitárias

O documento determina que as Diretorias Executivas de Senasa continuem o monitoramento epidemiológico da gripe aviária altamente patogênica em coordenação com a Diretoria de Saúde Animal. Também estabelece que os proprietários dos imóveis afetados devem cumprir todas as medidas sanitárias e administrativas ditadas pela autoridade competente.

A resolução determina que, em caso de descumprimento das disposições estabelecidas durante a emergência de saúde, Senasa poderá solicitar o apoio da força pública e aplicar as sanções previstas nas regulamentações vigentes.


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