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Mapa da rastreabilidade bovina no Brasil: onde estamos?

DBO apresenta um raio X das iniciativas regionais que, em associação com o PNIB, pretendem vencer o desafio da identificação individual no País até 2030.

21/04/26

Um dos maiores desafios já impostos à pecuária brasileira, a implementação de um programa nacional de rastreabilidade tem esbarrado em entraves e muita turbulência nos últimos 24 anos, desde o lançamento do Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos), criado para atender exigências da União Europeia.

Inicialmente obrigatório em todo o território nacional, esse sistema logo tornou-se de adesão voluntária e, com o tempo, foi minguando até chegar às 1.277 fazendas atuais (veja tabela abaixo), embora o número de animais inscritos não seja tão pequeno (de 10 a 12 milhões, com 5 milhões de abates), por causa da forte presença de confinamentos.

A demanda externa por rastreabilidade, entretanto, nunca parou e, na ausência de um programa nacional abrangente, muitos Estados começaram a lançar iniciativas próprias, como é o caso de Santa Catarina, que já rastreia 100% de seu rebanho há 18 anos, e, recentemente, o Pará, que lançou um projeto amplo de pecuária responsável, que inclui a rastreabilidade do rebanho.

As discussões regionais se intensificaram nos últimos três anos, mesmo após o lançamento do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), em 17 de dezembro de 2024, porque os Estados querem ter políticas próprias para diferenciação e agregação de valor a seus produtos.

Para montagem da Base Nacional de Dados do PNIB, o Sindicato Nacional das Indústrias de Produtos para Saúde Animal (Sindan) está coordenando a captação de recursos junto a várias entidades do setor. “Nosso objetivo é contribuir para o avanço do PNIB, que é estratégico para o País”, explica a entidade.

Até o final deste ano, os Estados deverão ser integrados à nova plataforma. A primeira etapa de identificação começa em 2027, com os animais participantes dos 26 protocolos privados sob gestão da CNA (com 15.000 produtores inscritos) e as fêmeas vacinadas contra brucelose.

Fonte: Moacir José e Maristela Franco/DBO


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