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Fundesa-RS encerra 2025 com saldo de R$ 181 milhões

15/01/26

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (FUNDESA-RS) realizou, nesta quinta-feira (15), Assembleia Geral Ordinária para a prestação de contas do exercício de 2025. Os números consolidados do ano apontam uma disponibilidade de R$ 181.716.577,89. A receita total do exercício atingiu quase R$ 40 milhões entre arrecadação de contribuições e receitas financeiras. Já as saídas somaram R$ 15,4 milhões em 2025.

Um dos destaques dos aportes homologados na assembleia foi a renovação do convênio com a Universidade Estadual da Carolina do Norte (NCSU). Com um investimento de mais de R$ 1 milhão e duração de 24 meses, o projeto foca em vigilância baseada em risco e análise de redes complexas para identificar áreas de vulnerabilidade à disseminação de doenças. Segundo o professor da NCSU, Gustavo Machado, o objetivo nesta nova fase do projeto é criar uma nova ferramenta, com base no trabalho já realizado, para direcionar as ações de fiscalização. “O sistema possibilitará identificar diferentes fatores além da movimentação para definir se uma propriedade deverá ficar mais no foco da fiscalização”, explica Machado. Além disso, na nova versão será possível abastecer o sistema com dados de outras espécies, não somente de bovinos, o que dará um panorama geral do trabalho realizado nas propriedades visitadas. Uma versão preliminar deverá ser apresentada até a metade do ano e posteriormente inserida na Plataforma de Defesa Sanitária Animal do RS (PDSA-RS)

Outro assunto da assembleia foi a reforma do prédio que abrigará a Supervisão Regional e a Inspetoria de Defesa Agropecuária de Alegrete. A obra, que começou nesta semana, terá investimento de R$ 422 mil e tem prazo 180 dias para conclusão. Atualmente a supervisão e a inspetoria funcionam em prédio alugado e, com a obra, ficarão em imóvel próprio e em melhores condições para o trabalho dos servidores e o atendimento dos produtores. “É uma forma de melhorar o serviço ao produtor, aproximando a comunidade rural do Serviço Veterinário Oficial e contribuindo para ações de orientação”, afirma o presidente do Conselho Técnico Operacional da Pecuária de Corte, Pedro Píffero, que visitou recentemente o imóvel e elogiou o projeto que será executado. A engenheira responsável pela obra, Larissa Fontoura, destacou que o projeto já está em andamento e que serão refeitas toda a revisão e atualização das partes hidráulica e elétrica, revestimento e pisos de banheiro e cozinha, contrapiso e piso na área externa da casa e reparos no telhado, além de pintura geral.

O setor de Pecuária Leiteira foi o que demandou o maior volume de recursos para indenizações por abate sanitário em 2025, totalizando R$ 3,68 milhões pagos aos produtores no âmbito do controle da Brucelose e Tuberculose. Na cadeia da avicultura, o Conselho Deliberativo revisou e complementou indenizações decorrentes do episódio de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), totalizando um aporte de R$ 1,19 milhão, referente à destruição de ovos férteis.

Ao final da assembleia, os conselheiros debateram sobre os desafios para 2026. Entre os temas que deverão ser trabalhados ao longo do ano estão a rastreabilidade para o setor de bovinos de corte, tema em que o Rio Grande do Sul tem protagonizado avanços com o projeto piloto para o Programa Nacional de Identificação de Bovinos. Também está prevista para 2026 uma revisão do estatuto do Fundesa, levando em consideração novos desafios surgidos ao longo das duas décadas de existência do Fundo, e ao aumento da relevância do Fundesa em toda a rotina da defesa sanitária das cadeias de proteína animal.

 

TEXTO: Thais D'Avila


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