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Febre aftosa: Fundesa apoiará criação do Banco de Antígenos
03/11/26
O Conselho Deliberativo do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do RS aprovou nesta terça-feira (3), em Assembleia Extraordinária, a liberação de US$ 300 mil para apoiar a participação do Brasil na constituição do Banco Regional de Antígenos de Febre Aftosa (Banvaco). A aprovação atende a uma solicitação do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Panaftosa. O investimento será custeado pela conta Fundesa Bovídeos, instrumento criado a partir da nova modalidade de contribuição ao fundo. Nesta quarta-feira (4), o presidente do Conselho Técnico Operacional da Pecuária de Corte do Fundesa, Pedro Píffero, representará o fundo em reunião nacional para a confirmação da adesão em Brasília.
O Banco de Antígenos era uma demanda antiga do setor produtivo, surgida a partir da retirada da vacinação contra a febre aftosa. Gerido pelo Centro Pan-Americano de Febre Aftosa e Saúde Pública Veterinária, o Banvaco é uma reserva de antígenos virais mantida congelada em laboratórios e fornecedores credenciados. A estrutura funciona como uma plataforma articuladora entre os países-membros e a indústria para assegurar o atendimento rápido diante de emergências sanitárias. Em caso de necessidade, os antígenos podem ser formulados e transformados em vacinas de emergência de alta potência em um prazo de cinco a sete dias a um custo de US$ 0,40.

Na última quarta-feira, o gerente do Banvaco e médico veterinário da área técnica do Panaftosa, Guilherme Marques, fez uma apresentação do trabalho aos integrantes dos Conselhos Técnicos Operacionais da Pecuária de Corte e da Pecuária Leiteira do Fundesa. Ele destacou que o projeto vai além da simples estocagem de insumos, pontuando que “emergência sanitária é como uma guerra e que o setor precisa estar preparado”.
O Banco de Antígenos ficará abrigado na sede do laboratório Biogénesis Bagó, na Argentina. No mesmo local está a reserva de antígenos dos Estados Unidos e Canadá. O aporte de US$ 300 mil do Fundesa se juntará a igual valor aportado pelo fundo pecuário de Mato Grosso, totalizando um investimento de US$ 600 mil que servirá para custear o armazenamento de antígenos suficientes para a produção de um milhão de doses por 10 anos.
Importância para a pecuária nacional
A adesão do Brasil ao Banco Regional, que conta com a participação também de Bolívia, Equador, Paraguai e Uruguai representa um passo decisivo para a proteção do patrimônio pecuário brasileiro. Com o avanço do status sanitário do país para zona livre de febre aftosa, a manutenção de um banco regional garante uma rede de segurança contra eventual reintrodução do vírus ou surgimento de cepas virais exógenas à região.
Por meio da infraestrutura compartilhada, o setor pecuário brasileiro ganhará capacidade de resposta imediata com vacinação de emergência, sem ter que manter a vacinação sistemática contínua de todo o rebanho. Essa estratégia permite conter focos com agilidade, evitar o abate sanitário em massa de animais, reduzir prejuízos econômicos e sociais e proteger os mercados exportadores de carne.
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