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Resistência antimicrobiana em pauta na Ufrgs

05/11/19

A Faculdade de Veterinária da Ufrgs realizou nesta segunda-feira (4) o ”One Health Day”, ou Dia da Saúde Única. A data, comemorada mundialmente em 3 de novembro, chama a atenção para fatores que unem a saúde humana, animal e ambiental. No evento gaúcho, que integra a programação mundial da Plataforma da Saúde Única, o debate foi em torno da resistência antimicrobiana.

Atualmente, conforme a professora Marisa Cardoso, da Ufrgs, “a resistência é uma das principais representações do conceito de saúde única”. Segundo ela, há que existir um maior controle do uso de antibióticos em humanos, o uso racional em animais de produção e o controle de resíduos que são descartados no meio-ambiente. Marisa explicou como funciona o mecanismo da resistência em bactérias e a contribuição do homem neste processo. “A resistência sempre existiu, mas o homem está fazendo a seleção”. Um dos grandes problemas no setor produtivo é o uso de subdosagens e profilático contínuo e sem protocolo, que estimulam a modificação em indivíduos resistentes.

O presidente do Conselho Técnico Operacional de Suinocultura do Fundesa, Luis Gustavo do Nascimento, afirmou que este tema representa um dos maiores desafios sanitários no Brasil e no mundo. “Temos que saber administrar esse assunto, pois os antibióticos terapêuticos são de fundamental importância para o setor produtivo, tendo que ser usados na dosagem correta e nos períodos certos”, explica.

O professor Mauro Borba, da Favet, apresentou o resultado de um trabalho realizado na especialização em saúde pública, que avaliou 2500 artigos científicos sobre a resistência a antimicrobianos em espécies de importância para a saúde humana (aves, bovinos, suínos, caprinos e ovinos). O resultado do trabalho está disponível no Repositório Digital da Ufrgs (clique aqui).

O Brasil tem um Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos na Agropecuária (Pan-BR Agro 2018-2022). O plano começou a ser implantado em 2018 e envolve três divisões: estratégica, operacional e monitoramento e avaliação. Os objetivos estão alinhados com o plano de ação global e prevêem ações de conscientização do setor produtivo e do serviço veterinário oficial. Também prevê o fomento à pesquisa e como implementar um sistema de vigilância e monitoramento. Conforme a auditora fiscal federal agropecuária Cristina Teixeira é preciso envolver todos os atores, e o setor produtivo está presente nas discussões e nas atividades que estão previstas no plano, como capacitação em boas práticas agropecuárias. “A gente não consegue fazer nada sozinho”, conclui.


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