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CP - Rebanho está coberto por seguro contra aftosa noRS

Prêmio custará R$ 3,9 milhões ao Fundesa e garantirá indenizações de até R$ 300 milhões em caso de surgimento de focos da doença no Estado

05/10/21

Em uma operação apresentada como inédita no Brasil e no mundo, o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa) assinou nesta segunda-feira a apólice de seguro que garantirá indenização aos pecuaristas gaúchos caso tenham suas propriedades afetadas por eventual foco de febre aftosa. O Estado é reconhecido como zona livre da doença sem vacinação desde maio pela Organização Internacional da Saúde Animal (OIE).

O seguro custará ao fundo o prêmio de R$ 3,9 milhões, sem ônus ao produtor, e cobrirá até R$ 300 milhões em indenizações, com franquia de R$ 15 milhões. Estão cobertos pela apólice todos os rebanhos bovídeos do Estado, criados por aproximadamente 273 mil produtores. residente do Fundesa, Rogério Kerber, e o representante da seguradora Fairfax, Ricardo Sassi, ocorreu na Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e foi definido pelo presidente da entidade, Gedeão Pereira, como um dos mais importantes do setor em 2021. Segundo Pereira, uma das grandes preocupações da pecuária gaúcha com o novo status era justamente como indenizar o produtor no caso de aparecimento de um foco. A ideia inicial, disse o dirigente, era fortalecer o Fundesa com uma contribuição maior. Isso deve ocorrer, mas exige mais tempo, uma vez que o aumento da contribuição depende de alteração de lei estadual.

Ricardo Sassi afirmou que, para chegar ao valor de R$ 300 milhões, a seguradora fez um profundo estudo sobre os riscos, levando em consideração o georreferenciamento das propriedades e o sistema de fiscalização do Rio Grande do Sul, que, segundo ele, está “muito bem ranqueado”. Kerber reiterou que o produtor é o elo mais importante da cadeia da pecuária na vigilância contra a doença. “Não podemos errar, estamos iniciando nossa caminhada com o novo status, ainda não tivemos resultados por conta da retirada da vacina”, comentou.

Para ter acesso ao seguro, o produtor deve comunicar imediatamente qualquer suspeita da doença à inspetoria veterinária, que interditará a propriedade e coletará material para teste dos animais. O resultado sai em 36 horas. Se for confirmada a aftosa, os animais serão encaminhados ao abate sanitário, a inspetoria comunicará o fundo sobre a perda e o produtor receberá pelos animais sacrificados.

OCORRÊNCIA. No caso de ocorrência de um caso de febre aftosa, o Rio Grande do Sul perde a condição de zona livre da enfermidade sem vacinação. Por regras acordadas pelos países membros da OIE, há diferentes possibilidades de recuperação do status. As mais rápidas ocorrem três meses depois da eliminação do último animal sacrificado, em meio a diversas outras exigências.

Fonte: Correio do Povo


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