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CP: APÓS UMA CONQUISTA, A BUSCA POR NOVOS OBJETIVOS

09/06/19

Artigo publicado no jornal Correio do Povo de domingo, 9 de junho, Caderno Correio Rural./ 

*Rogério Kerber
Presidente do Fundesa 

Completamos há poucos dias qua- tro anos de uma importante con- quista do Rio Grande do Sul quando o assunto é sanidade animal. A entrega do Certificado de Área Livre de Peste Suína Clássica, durante a reu- nião geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Paris, em maio de 2015, foi o coroamento de um trabalho extenso e que foi resultado da integração e trabalho conjunto entre o setor privado e o serviço veterinário oficial.

Obter o avanço de status sanitário não é uma tarefa de um ou de outro e este é o principal ensinamento desta conquista. A responsabilidade compartilhada, com a atuação de cada ator da cadeia dentro do seu âmbito de trabalho, precisa ser um conceito presente em qualquer atividade de desenvolvimento. No caso da Peste Suína Clássica, os esforços foram realizados por produtores, indústrias, téc- nicos da Secretaria e Ministério da Agri- cultura e, em muitas regiões produtoras, contaram com o conhecimento e apoio das comunidades locais.

Assim como o trabalho é de todos, o benefício é de todos. Um estado com reco- nhecimento internacional em determinado segmento ganha credibilidade. Os reflexos vão além da exportação de carne suína. Um certificado como este mostra que o Rio Grande do Sul está preparado para o enfrentamento de problemas, que está organizado para debelar eventuais focos, que tem condições de acolher e orientar produtores afetados e promover o recomeço através de indenizações. O Fundesa – Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal foi criado em 2005 e vem, desde então, ao reunir o setor produtivo e o serviço ve- terinário oficial, sendo entidade funda- mental na interlocução entre os envolvidos nas cadeias de proteína animal e na promoção e fomento de um novo pensar sobre sanidade animal. O trabalho nunca será concluído. Enquanto comemoramos quatro anos desta conquista, o Uruguai, por exemplo, chegou há poucos dias no mesmo patamar. Estamos trabalhando fortemente, e em conjunto, para superar outros obstáculos. O status de área livre de febre aftosa sem vacinação é o próximo objetivo. O Rio Grande do Sul vem se preparando há bastante tempo, treinando técnicos do ser- viço veterinário oficial, capacitando médicos veterinários das indústrias integradoras, conscientizando produtores e investindo em diagnóstico.

Entretanto, muito mais desafiador do que avançar é manter. Portanto, mesmo enquanto buscamos esses pata- mares mais elevados, também estamos atentos ao que já conseguimos. Um olhar especial para a prevenção e os trabalhos de defesa e vigilância sanitária completam os cuidados que devem estar presentes em todas as atividades. Os esforços não devem parar e o setor produtivo não pode esquecer o longo ca- minho percorrido até as conquistas.



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