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Conhecer para combater

11/10/19

Até 15% das mortes de terneiros podem ser provocadas pela mosca da bicheira

Em atividade de campo na Estação Experimental Agronômica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e no Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF) nesta quinta-feira (10), os representantes de países da América Latina que participam de treinamento sobre mosca da bicheira no Rio Grande do Sul puderam ver, na prática, como o inseto atua e parasita bovinos e outros animais de sangue quente. Pela manhã, foram coletadas amostras de larvas que foram analisadas à tarde nos laboratórios do IPVDF.

Conforme o coordenador geral de sanidade animal do Mapa, Jorge Caetano Júnior, a troca de experiências entre quem já controlou o problema e quem ainda o enfrenta é fundamental para encontrar formas de capacitar os serviços veterinários a combater a mosca. Segundo ele, a participação do produtor fazendo a chamada vigilância passiva, contribui para reduzir prejuízos. “Ele precisa entender a importância disso para o seu negócio” recomenda. O Fundesa, que apoiou o evento, tem como slogan “Defesa Sanitária Animal – você também é responsável”. Conforme o presidente do Fundo, Rogério Kerber, conhecer os problemas que afetam o rebanho e atuar em conjunto com o serviço veterinário oficial é um dos passos para contribuir com o avanço sanitário do estado.

Além de observar a presença do inseto e das larvas, a pesquisadora da Unicamp, Ana Maria Espin, afirma que é importante que o produtor tenha controle dos produtos que utiliza no tratamento de animais atacados pela mosca da bicheira. “Isso ajuda a encontrar alternativas biológicas para o inseto, bem como evitar a resistência aos produtos já existentes”, explica.

O pesquisador do IPVDF, José Reck, explicou que além de aplicar produtos para combater a bicheira, o produtor também deve tomar cuidado com feridas produzidas nos animais. “Às vezes uma mordedura de cães, um machucado no arame farpado ou lesão de castração podem ser uma porta de entrada para as larvas”, recomenda. Segundo ele, algumas pesquisas indicam que entre 10% e 15% das mortes de terneiros podem ser provocadas por bicheiras (as moscas fazem a postura no umbigo do animal recém-nascido).

O evento se encerra nesta sexta-feira no Hotel Intercity em Porto Alegre.


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