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Artigo: NÃO PODEMOS PERDER ESSA GUERRA

25/03/19

Artigo do presidente do Fundesa, Rogério Kerber, veiculado no jornal Correio do Povo no dia 24/3/2019. 

 

O Brasil permanece em alerta contra o vírus da Peste Suína Africana. A doença já causou milhões de dólares em prejuízos na Ásia. Somente a notícia, não confirmada oficialmente, de possibilidade de o vírus ter entrado no Canadá, já provocou o anúncio de medidas mais fortes e restritivas para evitar a disseminação do vírus na América do Norte.

Havia, nos últimos meses, uma expectativa de retrocesso da doença, mas isso não ocorreu. O que se percebe é uma expansão dos focos e, por isso, a necessidade de cuidados de todos, não só do setor produtivo e do serviço veterinário oficial. É um problema agravado pelo comércio globalizado e pelo trânsito internacional de pessoas.

Trata-se de uma doença de impacto econômico, apenas. Não há risco no consumo da carne suína ou mesmo de transmissão para seres humanos, não é uma zoonose, mas é fatal para os suínos. Na China, maior produtor mundial de carne suína, a enfermidade começou a se disseminar no ano passado. Já foram abatidos mais de um milhão de animais, situação insustentável para muitos pequenos produtores.

O ingresso de uma doença silenciosa e agressiva como a Peste Suína Africana aqui no Brasil poderia significar o fim para muitas empresas. Por isso, a tomada de medidas preventivas é dever de cada um, mesmo de quem não atua no setor produtivo. O vírus não respeita fronteiras e pode ser carregado de diversas formas, como em produtos ou nas roupas e sapatos de quem passou por áreas infectadas. O trânsito de pessoas e materiais deve ser restrito em propriedades produtoras. Ao chegar de localidades que já registraram o problema, é fundamental que vestuário e equipamentos sejam higienizados de forma que o vírus seja neutralizado.

Recentemente, um encontro em Porto Alegre reuniu lideranças, autoridades e especialistas em sanidade suína com o objetivo de alinhar estratégias conjuntas entre o serviço veterinário oficial e o setor privado, definindo prioridades para evitar a entrada da doença no estado. O Rio Grande do Sul conta com centenas de quilômetros de fronteira seca, além de aeroportos e portos que podem ser o caminho de entrada para o vírus, por isso a preocupação tem muito fundamento.

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa) vem provocando o debate através do Conselho Técnico Operacional da Suinocultura e o Comitê Estadual de Sanidade Suína. O Fundesa preconiza e incentiva que a cadeia de produção e que todo o sistema de defesa devem estar atentos e vigilantes com relação a esse cenário de expansão de focos da doença no mundo todo. Não podemos perder essa guerra e devemos manter, assim, a força da cadeia da suinocultura, que só no Rio Grande do Sul movimenta 1,5 bilhão de dólares e gera 270 mil empregos diretos e indiretos.


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